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sábado, 16 de abril de 2016



A MÃE DO SENHOR JESUS

a Imaculada Conceição




C
om base nos Evangelhos de Mateus,  Lucas e João, nós cristãos-católicos testemunhamos grande veneração pela mãe do Senhor Jesus. E muitos são os títulos honrosos com que a ela nos referimos. Um deles ganhou o status de dogma, A IMACULADA CONCEIÇÃO, no dia 08 de dezembro de 1854 pela bula papal Ineffabillis Deus, do Papa Pio IX.

Mas há quem ainda se confunda com o sentido do termo, pensando que se refira ao fato de Maria ter concebido Jesus por “obra do Espírito Santo”. Contudo o termo Imaculada Conceição indica que ela, Maria, veio ao mundo livre do pecado original. Essa doutrina, genuinamente católica, tornou-se, como já dito, um dogma. E em nossa Igreja nossos dogmas significam verdades reveladas. Não uma compreensão puramente intelectiva, que apraz a um Papa estabelecer como verdade de fé, mas algo profundamente estudado; e que depois de longo tempo de amadurecimento orante a Igreja chega à conclusão de que já não resta dúvida; pelo quanto se integra de forma perfeita aos fundamentos da fé apostólica.

Tinha-se desde o principio da Igreja a compreensão de que Maria, aquela que fora considerada pelo anjo Gabriel como a plenamente agraciada com a honra de vir a ser a mãe do Filho do Altíssimo, fora, além disso, também agraciada com a sua preservação do pecado original.

No entanto, havia nessa compreensão algo teologicamente grave a considerar: se Jesus é o redentor de todas as criaturas humanas, como poderia Maria, sem dúvida uma dessas criaturas, ter vindo à existência sem a mancha do pecado original; ou seja, sem necessitar do ato redentor de Jesus? Fato é que algumas passagens do Antigo Testamento apontam para a imaculabilidade da mãe do Senhor. Por exemplo, em Jo 14,4 é dito “Pode o Puro vir de um ser impuro? Jamais.” Porém não se encontra formal e direta indicação disso no Novo Testamento. Ficou então essa ideia profundamente arraigada na tradição da Igreja. Tanto no povo quanto em muitos teólogos, desde a chamada Patrística.

Mas também houve doutores da Igreja, e mesmo santos, que não comungaram com tal crença. Sendo mesmo contrários. São exemplos: Santo Anselmo, São Boaventura, São Bernardo. E até em São Tomás de Aquino se encontra um período em que ele não creu na imaculabilidade de Maria. Voltando a crer por volta do ano 1273,  período final de sua vida.

A questão teológica, repito, era saber como podia, mesmo a mãe do Senhor, ser originalmente imaculada, portanto, sem necessidade de redenção, antes que se desse a paixão e morte de Jesus para redenção de toda a humanidade. Muitas, intensas e profundas discussões foram travadas entre teólogos católicos. A solução veio de um frade franciscano de nome João Duns Scotto, contemporâneo de São Tomás de Aquino (século XIII) com uma compreensão simples e magistral que bem explicava a imaculabilidade de Maria antes do ato redentor de Jesus: concluiu ele simplesmente que aquela que conceberia o Filho do Altíssimo foi sim gerada imaculada; mas também inteiramente devedora disso a Jesus, porquanto fora agraciada com essa imaculabilidade em função da missão de concebê-lo. A ela coube o desafio de aceitar a missão e, mais que isso, se manter fiel na graça recebida. Esse argumento foi decisivo para o Papa Pio IX em 1854 fechar o fundamento explicativo do dogma.

No ano de 1858, na cidade de Lourdes (França) houve uma aparição de Nossa Senhora a uma jovem de nome Bernadette; na qual ela, Nossa Senhora, referiu-se a si mesma dizendo “Eu sou a imaculada conceição”. E como em outras aparições, foram estas investigadas pela Igreja e nada se achou para contestá-la. Ao contrário, muitas são as graças decorridas até hoje em função delas.


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quarta-feira, 30 de setembro de 2015














         M eu Senhor Jesus,
duas graças eu te peço que me faças, antes de eu morrer:
a primeira é que, em vida, eu sinta na alma e no corpo,
tanto quanto possível,
as dores que tu, doce Jesus,
suportaste na hora da tua dolorosa Paixão.

A segunda, é que eu sinta no meu coração,
 tanto quanto  possível, aquele excessivo amor do qual tu, filho de Deus,
estavas inflamado,
para voluntariamente suportar
uma tal Paixão por nós pecadores”.

                                                               São Francisco de Assis





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São Francisco, 1941,obra do pintor brasileiro, Cândido Portinari.





sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A ORDEM FRANCISCANA SECULAR








Santa Izabel da Hungria, escultura de Rudolf Muroder









São Francisco entrega a Regra da OFS aos beatos Luquésio e Buonadonna 
e aos padroeiros da Ordem, São Luís de França e santa Isabel da Hungria.
 Obra de Filippino Lippi na Igreja franciscana de San Salvatore (Florença).
(Clique na imagem e visite o site de onde colhemo-la com mais preciosas informações).